segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Futsal


HISTÓRIA DO FUTSAL


O futebol de salão ou futsal começou a ser praticado em 1930 por jovens freqüentadores da Associação Cristã de Moços (ACM) de São Paulo e em Montevidéu, no Uruguai. Devido à dificuldade para encontrar campos de futebol, improvisaram "peladas" nas quadras de basquete e hóquei aproveitando as traves usadas na prática desse último esporte.
O Uruguai, nos anos 30, era a grande referência no futebol, sua seleção foi bicampeã olímpica e sede da primeira Copa do Mundo de Futebol, promovida pela FIFA, sendo também a primeira seleção campeã. O futebol estava em alta nos dois países e o intercâmbio dentro da ACMs era constante.
Para os uruguaios, o criador do futsal foi o professor Juan Carlos Ceriani Gravier, da ACM de Montevidéo. Nesta associação, um grupo de jovens alunos, empolgados com o sucesso do futebol uruguaio, praticavam-no como recreação em quadras de basquete.
Assim, o professor Ceriani preparou algumas regras do futsal em 1933, tomando como base quatro esportes: basquete, handebol, futebol e pólo-aquático. Do basquete, além da quadra, adaptou a falta pessoal, a troca de jogadores e o tempo total de jogo; do handebol, o fato de não poder marcar gols de qualquer distância; do futebol, sua condição e do pólo-aquático, quase todas as regras sobre o goleiro.
Entretanto, os brasileiros, argumentam que o jogo praticado no Uruguai não estava ainda organizado e poderia ser praticado por cinco, seis e até sete jogadores. Nas décadas de 30 e 40, este "protótipo" do que viria a ser o futebol de salão era intensamente praticado nas ACMs dos dois países.
Com isso concluísse que de fato, a pratica de um tipo de futebol dentro de quadras começou na Associação Cristã de Moços, seja ela no Brasil ou no Uruguai.
O futsal difundiu-se rapidamente por outros estados e na década de 50 começaram a ser fundadas as federações estaduais de futebol de salão. Até 1958, São Paulo e Rio de Janeiro disputavam a primazia do jogo, havendo divergências entre as regras locais. Tudo se resolveu com a oficialização da prática pela Confederação Brasileira de Desportos nesse ano, que padronizou as regras e aceitou as federações estaduais como filiadas.
Alcançando grande notoriedade, o futsal foi introduzido em Clubes Sociais com E.C. Sírio (pela pessoa de Habib Mahfuz), Sociedade Esportiva Palmeiras (por Vinícius Fanucchi), São Paulo Futebol Clube (Raul Leite), A. A. São Paulo (Orlavro Donice), Clube Atlético Ipiranga (Nílton Freire), Banco do Brasil (Ciro Fontão de Sousa), S.C. Corinthians (Pedro Ortiz Filho), Associação Portuguesa de Desportos (Osvaldo Navega de Almeida e Artur Sarges Guerra).
Apenas em 1952, o professor Habib Mahfuz criou a primeira Liga de Futebol de Salão dentro da Associação Cristã de Moços, em São Paulo e implantou a idéia de criar a Federação Paulista de Futebol de Salão, o que aconteceu em 14 de junho de 1955. Um ano antes, havia sido fundada a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, atual Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro, mais antiga do Brasil.
A criação de torneios projetou o esporte para a imprensa através de grandes nomes da comunicação na época, como Raul Tabajara e José Antônio Inglêz (Gazeta Esportiva).
Em 1956, Luiz Gonzaga de Oliveira, da Federação Paulista de Futebol de Salão criou o primeiro Livro de Regras, posteriormente adotadas pela FIFUFA (Federação Internacional de Futebol de Salão).
Outro fato que dá ao Brasil a paternidade do futebol de salão é o fato da Federação Uruguaia de Futebol de Salão ser fundada em 1965, onze anos depois da brasileira.
Para se ter uma idéia da importância que este tema tem, tanto para o Brasil, como para o Uruguai, basta dizer que em 1967, com a finalidade de esclarecer o mesmo, Luiz Gonzaga, com o apoio de João Havelange ( então presidente da Confederação Brasileira de Deporto) organizaram no Rio de Janeiro o I Congresso das Federações de Futebol de Salão. Assistiram ao congresso catedráticos de educação física ligados às ACMs (do Brasil e do Uruguai). Tudo indica que a primeira das conclusões a que chegaram foi que o futebol de salão é um esporte genuinamente brasileiro.

COMO SE JOGA
Futsal, ou futebol de salão, é uma adaptação do futebol de campo para quadra. Joga-se em espaços chamados "quadras polivalentes", demarcados também para outros esportes, como vôlei e basquete. Participam duas equipes de cinco jogadores cada, com bola menor, mais pesada e menos flexível que a do futebol tradicional.
O futsal é disputado em quadras de 24 a 42m de comprimento por 14 a 22m de largura. A bola pesa entre 410 e 500g e tem de 53 a 62cm de circunferência. As metas medem três metros de largura por dois de altura, à frente das quais demarcam-se áreas cujas linhas são eqüidistantes quatro metros da linha de gol. O objetivo do jogo é marcar tentos, como no futebol association, mas algumas regras são exclusivas do futsal. O arremesso lateral e o arremesso de canto são cobrados com os pés; após a quinta falta coletiva, a equipe infratora é punida com a cobrança de um tiro livre direto, sem barreira, do local onde foi cometida a falta; o atleta que cometer cinco faltas será desclassificado e o goleiro deve sempre repor a bola em jogo, com a mão ou com os pés, quatro segundos após defendê-la e de modo que não atravesse a linha central sem que primeiro toque o piso, ou um jogador. A partida tem a duração de quarenta minutos (dois tempos de vinte) para adultos e de trinta minutos (dois tempos de 15) para juvenis.

REGRAS BÁSICAS DO JOGO DE FUTSAL
1- O atleta quando expulso da partida não deverá ficar no banco de reservas e nem retornar a mesma. O seu time ficará 2 minutos com 4 jogadores ou até que sofra um gol; então assim será permitido entrar um outro jogador para recompor a sua equipe.
2- A bola estará fora de jogo quando sair completamente quer pelo solo ou pelo alto das linhas laterais ou de fundo.
3- Quando o atleta da mesma equipe ao cobrar uma falta atrasa a bola para o goleiro e ela entra diretamente no gol, o tento não será válido e deverá ser marcado um arremesso de canto a favor da equipe adversária.
4- Na hora do pênalti o goleiro deverá ficar sobre a linha do gol, podendo movimentar-se exclusivamente sobre ela.
5- No lateral ou no escanteio se um atleta do futsal arremessar a bola contra a sua própria meta e a bola penetrar na mesma, tocando ou não no goleiro, o tento não será válido.
6- No lateral se um atleta arremessar a bola contra a meta adversária e a bola penetrar na mesma, tocando ou não no goleiro, o tento não será válido.
7- No escanteio se um atleta arremessar a bola contra a meta adversária e a bola penetrar na mesma, tocando ou não no goleiro o tento será válido.
8- No arremesso lateral é suficiente que a bola esteja apoiada no solo colocada sobre ou junto a linha demarcatória da lateral, do lado de fora da quadra de jogo, podendo mover-se levemente.
9- Se o goleiro do futsal demora mais que 4 segundos para executar o arremesso de meta , um tiro livre indireto (dois lances), será concedido em favor da equipe adversária, colocando-se a bola sobre a linha da área de meta e no ponto mais próximo onde ocorreu a infração.

A QUADRA DE JOGO











POSIÇÕES DOS JOGADORES



1° GOLEIRO LINHA: tem que ter uma boa visão de jogo, um bom passe com os pés e mãos lançamento com qualidade, orientar a equipe sair do gol nas horas certas, e jogar com os pés bem.
2° FIXO: orientar a equipe, não pode passar muito do meio da quadra, obs: só se aver cobertura do ala defensivo ou goleiro, ter um bom giro de quadra, e dar sempre segurança para equipe com uma marcação firme, protegendo o lado direito e maio da quadra, caso o fixo passe do meio pela direita ele passa a ser ala direita.
3°ALA DEFENSIVO: bom giro de quadra, ter um bom passe realizar jogada com o pivô no meio de quadra, somente o ala defensivo esta autorizada a realizar jogada com o pivô e o ala ofensivo e retornando para sua defesa.
4°PIVÔ: tem que fazer a parede de apoio corretamente para a chegada dos companheiros, proteger bem a bola, realizar jogadas de meio também, fazer o fechamento do meio da quadra quando a equipe sofre o contra taque.
5°ALA OFENSIVO: realizar jogadas de meia quadra e também giro de quadra em formação três um em triangulo ou caixote quando o pivô desce junto com o ala ofensivo ate o meio para realizar o quadrado em diagonal.
6°ALA DIREITA: esta posição é quando o fixo da equipe sobe e passa do meio da quadra com a cobertura do ala defensivo em meia quadra.

Posições de futsal e seus fundamentos.
1° goleiro linha: realiza boas defesas e jogadas de meio com os pés com qualidade e responsabilidade prena com um bom passe.
2° fixo e ala direito: quando passa do meio da quadra pela direita.
3° ala defensivo: defende os lados esquerdos da sua defesa, armando jogadas de meio.
4° pivô: fica do lado direito realizando jogadas de meio e servindo os companheiros e também com algumas jogadas individuais.
5° ala direita: é quando o fixo passa do meio da quadra do lado direito e cobertura do ala defensivo.

SISTEMAS OFENSIVOS E DEFENSIVOS DO FUTSAL

O termo sistema tático é utilizado para descrever o posicionamento dos jogadores em quadra de acordo com a função exercida por cada um. Este posicionamento tático está intimamente relacionado às ações dos adversários (Balbino, 2001; Bayer, 1994; Bota & Colibaba-Evulet; 2001). É importante lembrar que a dinâmica do futsal é muito complexa e a troca de funções entre os jogadores é constante, pela exigência de uma intensa movimentação. As equipes costumam modificar seu sistema tático dentro de uma mesma partida, em virtude de possível ineficiência diante do sistema utilizado pelo adversário.

3.1. Sistema 2x2
Sistema pioneiro, surgido na década de 1950 (Lucena, 1994), que se caracteriza pelo posicionamento de dois jogadores na meia quadra defensiva e de outros dois na meia quadra ofensiva. É um sistema bem simples e que exige pouca movimentação dos jogadores. Os dois de trás são responsáveis pela defesa enquanto os dois da frente, pelo ataque (Lucena, 1994; Mutti, 1994; Souza, 1999). Ocorrem poucas trocas de posições, e conseqüentemente, de funções. É um sistema mais estático em relação aos outros. Segundo Souza (1999), este sistema é mais utilizado em faixas etárias menores, devido ao baixo nível de complexidade e facilidade de execução. Mas equipes de alto nível também o utilizam em determinados momentos de um jogo.


3.2. Sistema 3x1
O sistema 3x1 é responsável pela nomenclatura das posições adotadas no futsal. Além do goleiro temos o fixo, os alas (direito e esquerdo) e o pivô. É um sistema de movimentações bem mais complexas que o anterior (Garcia & Failla, 1986; Lucena, 1994; Mutti, 1994; Santana, 2001; Souza, 1999).
O pivô tenta "despistar" ou "tomar a frente" do seu marcador para receber a bola de seus companheiros na meia-quadra ofensiva. Os alas e o fixo realizam movimentações para criarem espaços onde a bola possa ser lançada ao pivô, que joga de costas para o gol adversário e, por isso, tenta dominar e preparar a bola para seu companheiro ou, dependendo da situação, girar em cima de seu marcador para finalizar a gol. Esta movimentação realizada pelo fixo e pelos
dois alas é denominada rodízio. Com o rodízio uma equipe mantém a posse de bola até o momento ideal de tocá-la ao pivô ou finalizar (Lucena, 1994; Mutti, 1994; Souza, 1999).
As funções são definidas para cada posição:
• Fixo: último homem da defesa. Responsável pela proteção da meta e armação das jogadas (Lucena, 1994; Souza, 1999);
• Alas: elos de ligação entre a defesa e o ataque (armação), auxiliares do fixo na contenção do ataque adversário e do pivô nas finalizações (Lucena, 1994; Souza, 1999);
• Pivô: ponto de referência das jogadas ofensivas. Responsável pelas assistências aos companheiros, por finalizações a gol e pela flutuação central na marcação, fechando o meio da quadra e impedindo o lançamento para o pivô adversário (Lucena, 1994; Souza, 1999).
Este sistema apresenta constantes movimentações e trocas de posições e funções, principalmente por parte dos três armadores: o fixo e os dois alas. O pivô, por sua vez, apresenta uma função mais definida, ficando quase sempre na meia-quadra ofensiva e, portanto, fora destas trocas, ou melhor, do rodízio.




3.3. Sistema 4x0
Sistema criado pelas equipes européias, principalmente as espanholas. É o sistema mais complexo que existe, porém se assemelha muito ao sistema 3x1. A diferença mais significativa é que o pivô também entra no rodízio (Lucena, 1994). Isto faz com que os jogadores se revezem no exercício das funções de acordo com a situação do jogo e de seu posicionamento em quadra. Sempre haverá um fixo, dois alas e um pivô, porém eles se alternam em virtude do rodízio. É um sistema onde as trocas de funções são tão constantes quanto as movimentações, criando e preenchendo os espaços vazios e, assim, dificultando a marcação da equipe adversária.














SISTEMAS OFENSIVOS BÁSICOS
a) 2.2
b) 1.2.1
d) 3.1
e) 4.0

SISTEMAS DEFENSIVOS
a) Por Zona - quem marca se preocupa em marcar o outro apenas quando este adentrar o seu setor.
Observe que a referência continua sendo o jogador, mas não precisa mais acompanhá-lo por onde for. Basta marcá-lo no espaço previamente determinado. Este tipo de marcação é utilizado
geralmente por equipes que marcam numa linha 3 ou 4 (explico-as logo abaixo), isto porque os
jogadores estão mais próximos uns dos outros, o que facilita a cobertura e dificulta o ataque. Numa
linha 2 exigiria, além de muito esforço físico, uma sincronização excepcional da equipe. Marcar por
zona na 3 ou na 4, por conta do espaço de quadra que se cria atrás de quem ataca, facilita, também,
o jogo de contra-ataque.

b) Individual - Quem opta em marcar individual tem sempre como referência o outro jogador. Logo,
terá de acompanhá-lo por onde este se movimentar. Pode-se marcar individualmente com troca de
marcação. Em geral, esta marcação é utilizada por equipes que têm jogadores mais experientes,
com mais tempo de prática. Isto porque exige trocas entre quem marca.

c) Marcação combinada (zona + individual) - A marcação de forma combinada ou mista é quando a
equipe destina alguém (ou mais de um jogador) para marcar individualmente e outros por zona. É
pouco utilizada.
Linhas de Marcação: quando se pensa em linhas deve-se associar à idéia o espaço da quadra. Pode marcar
nas linhas 1, diz-se que se marcará 4/4 de quadra; na linha 2 marcar-se-á 3/4; na linha 3, 2/4 e na linha 4,
1/4.

Sistemas Ofensivos e Defensivos do Futsal
a) Marcação na linha 1 - aperta-se o adversário na saída de bola. Quem opta pela 1 quer jogar com a bola
o mais rápido possível. Para tanto, sufoca o adversário na sua própria quadra. Em grande parte das
situações não se permite sequer que o goleiro adversário reponha a bola. Por isso, é chamada, quanto à
intensidade, de pressão. Na quadra abaixo, a equipe inicia a resistência (marcação) ao adversário onde a
linha está posicionada. Neste exemplo, a equipe que ataca está representada pela letra A e a equipe que defende pela letra D.

Meia-Quadra Ofensiva






b) Marcação na linha 2: marca-se a partir da intermediária ou menos do adversário. Quem opta pela 2
permite ao goleiro adversário repor a bola. Entretanto, se este "pisar" na bola, isto é, dominá-la, aproxima
os seus jogadores simultaneamente e não o deixa mais jogar. Em outras palavras: inicia-se na 2 e a partir da
reposição de bola do adversário, se este a dominar, avança-se para a 1. Equipes iniciantes permitem que o
adversário ocupe o espaço sem fazer pressão. Por isso, para alguns, quanto à intensidade faz-se uma meiapressão.


Meia-Quadra Defensivo




c) Marcação na linha 3: marca-se a partir da linha central. Quem opta por esse tipo de marcação investe na idéia do jogo de contra-ataque. O adversário não sofre pressão na sua meia-quadra defensiva, mas a
sofrerá na meia-quadra de ataque. Quanto à intensidade, é pressão a partir da meia-quadra. Alguns
treinadores preferem que a linha de marcação inicie um pouco à frente da meia-quadra. Eu prefiro um
pouco atrás.



Meia-Quadra Defensiva






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